57 anos de morte e imortalidade de James Dean.

O ator James Dean, que teria hoje oitenta e um anos de idade.

Hoje se completa 57 anos da morte de James Dean, o jovem ator que morreu em um acidente de carro no auge de sua carreira e ainda é reconhecido, não só por seu talento como ator, mas por ser considerado um ícone cultural que representa a rebeldia e a angústia jovem. O ator americano tinha 24 anos e trabalhava a apenas 16 meses em Hollywood, mas, ainda que com uma breve vida, marcou a geração dos anos cinquenta e influenciou várias outras, entrando no pequeno hall de artistas que tem tanto espaço e reconhecimento depois de tantos anos de sua morte.

É muito comum que os apaixonados por carros clássicos dividam também a paixão por James Dean. O jovem era conhecido, ainda, por sua paixão pela vida e gosto por velocidade. O eterno “rebelde sem causa” havia recém iniciado sua história em competições automobilísticas quando conseguiu dinheiro suficiente para comprar uma Porsche 356 Speedster. Com ela, o ator obteve bons resultados em competições e decidiu comprar a porsche que viria a se tornar uma das mais famosas da história, a Spyder 550 possuía 4 cilindros de 1.500 cilindradas e 100 cavalos, na cor prateada, foi personalizada por ninguém menos que George Barris (o criador do design do Batmóvel). O carro que recebeu o nome de “Little Bastard”, no dia 30 de Setembro de 1955 deveria ser transportado através de uma plataforma até o local da próxima prova que Dean participaria, em Salinas, na Califórnia. Porém, o ator mudou de idéia e decidiu dirigir o carro para familiarizar-se com ele antes da prova que enfrentaria em seguida, entretanto, antes que chegassem ao seu destino, aconteceu o trágico acidente.

O carro de Dean bateu com um Ford Custom Tudor, que vinha em direção contrária e estava sendo conduzido por Donald Turnupseed. Donald saiu do acidente com ferimentos leves, mas James não teve a mesma sorte, as condições da batida fizeram com que o Porsche sofresse o maior impacto, o que acabou deixando o jovem sem vida antes mesmo de chegar ao hospital. No banco do passageiro do Porsche de Dean, viajava seu amigo e mecânico Rolf Wüthrich, que sobreviveu ao acidente e foi a pessoa que ouviu as ultimas palavras do ator: “ele tem que parar, ele tem que nos ver”.

Até o dia do acidente só havia sido lançado um, dos três filmes que James havia atuado durante seu período em Hollywood. Cerca de um mês após sua morte, começou a ser exibido o filme “Juventude Transviada” que lotava as salas de cinema por todo o mundo e gerava muitas lágrimas e pesar dos fãs. A primeira – e a segunda – indicação póstuma ao Oscar da história, foi para James Dean, pelo filme “Vidas Amargas” e, na sequência, pelo filme “Assim Caminha a Humanidade”.

“Se um homem conseguir vencer as diferenças entre a vida e a morte, se ele conseguir continuar a viver depois da morte, talvez ele tenha sido um grande homem”. Quando Dean disse isso, não imaginava que morreria jovem e influenciaria tantas outras gerações. Os jovens de sua geração foram drasticamente influenciados pelo ator, por sua rebeldia, beleza e energia.

A famosa foto de James Dean ao lado de sua Porsche Spyder 550.

Essa grandiosidade da imagem de James Dean levanta a questão: Por que, quase 60 anos após a sua morte, o ator ainda é tão “vivo” e influencia tantas pessoas?

Um artigo publicado em janeiro deste ano na revista Lumen Et Virtus, de autoria de Andréia Perroni Escudero – docente no curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Anhembi Morumbi – trás uma possível resposta a essa questão:

“Quando o indivíduo é admirado na coletividade por seus atos, pensamentos ou atitudes esse sentimento é amplificado no momento em que a morte ceifa suas possibilidades de convivência com as pessoas. Assim, essa figura pública passa a ser mais respeitada por não estar no mesmo patamar de convívio e seus ideais e memórias são replicados com mais respeito e intensidade do que o seriam antes de sua morte.”

A mesma autora traz a ideia de que James foi um modelo de nova postura para uma juventude que estava em transição e que sua morte trágica, associada ao culto à juventude que era – e ainda é – vivenciado pela cultura de massas, potencializam os efeitos que ele tem sobre a sociedade na década de 50 e ainda nos dias de hoje.

Concluo esse post com uma reflexão de Andréia que consegue responder um dos motivos pelos quais James Dean foi – e ainda é – uma forte influência aos jovens:

“James Dean inaugura e perpetua a era na qual para ser jovem deve-se seguir padrões de moda, de comportamento e de atitude. E nesta era, o objeto de consumo mais almejado não é mais aquilo que diferencia as pessoas pela personalidade e gosto pessoal, mas sim o que as assemelha o que as torna iguais”.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s