A Historia por trás do amor pelo carro antigo

Olá pessoal, tudo bem? Hoje vou fazer um post mais informal para explicar a vocês o motivo do meu sumiço.

Sou formada em jornalismo e já durante o curso eu tinha em mente um projeto que envolvia minha paixão pelo antigomobilismo. Ainda enquanto aluna, em 2012, criei esse blog, o Roda Louca, e comecei a elaborar alguns textos. O blog fez certo sucesso e tive a oportunidade de começar a trabalhar naquele meu projeto. O projeto cresceu, mais pessoas se envolveram e ele tomou forma, uma forma linda da qual estou muito orgulhosa.

Depois de alguns anos de elaboração e desenvolvimento do projeto e de três anos refinando-o para ficar perfeito ao público tenho a honra de dizer que hoje sou juntamente com meu pai (peça fundamental, já que a semente da ideia veio dele), idealizadora e parte da equipe de produção do portal Meu Carro Véio, que traz diversas experiências para os apaixonados por carros antigos. Queremos proporcionar a experiência emocional dos carros antigos e não apenas a potência e a aparência, como se vê por aí.

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https://www.youtube.com/watch?v=TSXsqqf0Jqw

Para mim, o antigomobilismo é uma tradição e um hobby que envolve muito a família. Sou antigomobilista desde criança e desenvolvi essa paixão graças e conjuntamente com minha família, que é composta de amantes dos clássicos. Com isso, sempre tive certa dificuldade de explicar aos não apaixonados os meus motivos. “É só um carro e ele é velho, existem outros mais novos e melhores por aí”, eu ouvia. Eu tentava mostrar que além de serem carros lindos, potentes, elegantes e históricos, eles também traziam histórias, emoções, carinho. Foi então que, ainda como uma estudante de jornalismo inexperiente, comecei com a ideia de um programa que mostrasse as histórias comoventes e a verdadeira paixão de alguns proprietários por seus carros. Com a ajuda da equipe meu carro véio, a ideia tomou forma e hoje temos uma maravilhosa web série chamada “Eu e Meu Carro Véio”. Mas isso é só o começo! Já estamos trazendo muitas outras coisas como loja online com produtos para os apaixonados por antigos, classificados de carros clássicos, blog, notícias de eventos, vídeos de dicas e muitas outras coisas que ainda virão por aí.

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https://www.youtube.com/watch?v=OanedGsKvbs

Bom, depois de muito falar, também queria agradecer a vocês que me acompanharam aqui no Roda Louca, no princípio de tudo e fizeram meu projeto virar realidade. Convido-os a conhecer o portal Meu Carro Véio e se deliciar com as experiências criadas por apaixonados para apaixonados por antigos. Sejam bem vindos ao Meu Carro Véio.

logo-mcv www.meucarroveio.com.br

Idealização e Produção: Carlos Figueiredo
Produção e Direção: Juliana Figueiredo
Editorial: Priscilla Figueiredo
Design e Programação: GorillaCo. (Richard Zumkeller)

Absolut Vodka e o Lincoln 1975.

Sabe aqueles vídeos promocionais do youtube? Pois bem, alguns dias atrás um deles conseguiu chamar a minha atenção, isso graças ao take de um Lincoln Continental 1975, seguido de um Cadillac Deville Sedan

Bom, o vídeo é de uma ação publicitária da Absolut Vodka, que se baseia no filme original da campanha mundial “Inspiring creations”, desenvolvida  em parceria com os DJ’s suecos “Swedish House Mafia”.

Com o propósito de gerar o interesse do publico, a marca desenvolveu uma ação de motion street mapping, que aconteceu em diferentes estados brasileiros. Exatamente à meia noite, um Lincoln Continental 75 e um Cadillac DeVille Sedan, ao som da música do Swedish House Mafia, projetava cães da raça galgo em muros, prédios e pontos turísticos das cidades selecionadas.

Ispiring Creations:

A Campanha reafirma uma estratégia constantemente utilizada pela marca, de união a artistas da música internacional em projetos criativos. Dessa vez, os parceiros foram os suecos “Swedish House Mafia”, que além de produzirem a trilha sonora da campanha, protagonizam o vídeo controlando virtualmente galgos robóticos, que tem uma eletrizante corrida assistida por uma plateia de estilo futurista e luxuoso.

A Campanha não apresenta a intenção de promover uma nova bebida, mas sim o classico drink “Greyhound”, que, em inglês, é também nome dos cães da raça Galgo, o que justifica a participação dos mesmos no vídeo.

O nome “Greyhound” aparece também na ação que aconteceu no Brasil. Um dos carros escolhidos para o street mapping foi um Lincoln, marca que teve por alguns anos como emblema da montadora um cão da raça galgo (“Greyhound”). O outro carro foi da montadora Cadillac, que teve como um dos fundadores Henry M. Leland, também criador da “Lincoln motor company”.

– Lincoln motor company:

Durante a primeira guerra mundial, um dos fundadores da Cadillac, Henry M. Leand, deixou a empresa para, junto com seu filho, abrir uma construtora de motores para aviões Liberty. Em homenagem a Abraham lincoln, a empresa foi denominada “Lincoln Motor Company”. Após o fim dos conflitos, uma reformulação gerou a mudança de produção, agora de carros de luxo. Seu primeiro modelo foi produzido em 1920 e foram feitos apenas 150 automóveis, foi, em 4 de fevereiro de 1992, devido a dificuldades financeiras, vendida à “Ford Motor Company”. Entre março e dezembro do mesmo ano,foram produzidos mais de 5 mil veículos, extremamente luxuosos, colocando rapidamente a Lincoln como uma das marcas mais vendidas dos EUA.

Lincoln Continental:

Através de um projeto pessoal de Edsel Ford, filho de Henry Ford e então presidente da empresa, desenvolveu-se um dos mais importantes automóveis da montadora. Edsel queria um modelo no estilo europeu e extremamente luxuoso: o sucesso foi tanto que a montadora produziu-o em larga escala.

O Continental, desde 1938, passou por diversas mudanças de montagem, tanto na mecânica quanto no design – área em que Edsel Ford se destacava – e  cada vez mais acirrava a concorrência com a montadora Cadillac.

    Continental 75: Além de o continental 75 ser um dos primeiros carros americanos a ter freio a disco nas 4 rodas, o modelo era resultado do empenho da empresa em renovar o design, mantendo a elegância e o luxo característicos da montadora.

James Durbin e o Dodge Challenger 1971.

Há aproximadamente um ano atrás, o cantor James Durbin lançou seu primeiro videoclipe, do seu também primeiro álbum, “Memories of beautiful disaster”. O vídeo foi gravado no deserto da Califórnia e traz o cantor dirigindo o carro que ele mesmo escolheu: um Dodge Challenger 71.

A música “Love me Bad” acompanha o rockeiro dirigindo no deserto e, em determinado momento, parando o carro para jogar no chão diferentes objetos nos quais não faz nada menos do que atear fogo. É nesse momento que se explicita a correlação entre a música e o vídeo, uma vez que se referem ao fim de um relacionamento e às dores que as memórias trazem.

O carro: Dodge Challenger, 1971:

O Dodge Challenger ainda é um dos mais famosos e charmosos muscle cars. Dentre os diversos modelos, o que aparece no clipe é um Dodge Challenger 1971 six pack, modelo que vinha acompanhado de suspensão special rallye, 200 cavalos, resultado de seu motor V8 340 com três carburadores de corpo duplo (por esse motivo “six pack”).

A montadora Dodge, que pertence ao grupo Chrysler, vinculou o carro com o slogan “carro esporte que faria a diferença”. O carro possuía atributos para competir com carros como Mustang, Camaro e Barracuda, mas como os  concorrentes, passou por alguns momentos não tão glamurosos. As leis antipoluição e de emissão de gases fizeram com que o investimento na potência das seguintes gerações do Dodge Challenger diminuísse consideravelmente. Esse problema foi agravado com o aumento do preço do petróleo, que, por sua vez, fez com que parte dos consumidores optasse por automóveis mais econômicos.

Curiosidades:

– O diretor do clipe foi Roman White, que já trabalhou com vários outros ex-american idol, dentre eles: Carrie Underwood, Kelly Clarkson e Scotty McCreery.

– Durante a gravação do clipe, na cidade de Barstow, o Dodge que Durbin dirigia superaqueceu e pegou fogo. O incidente foi controlado rapidamente, mas não foi mais possível dirigi-lo. Isso fez com que a produção improvisasse um reboque para cenas que ainda seriam gravadas no carro.

– Durante o planejamento do clipe, James fez referência a dois elementos que gostaria de ter em seu primeiro vídeo: um Dodge Challenger e um chipanzé. O segundo foi apenas parcialmente realizado, por meio de um chipanzé de pelúcia colocado em seu retrovisor do carro.

– O termo “muscle car” (carro musculoso) surgiu na década de 60, nos EUA, e se refere aos carros de aparência agressiva e grande potência.

21 anos sem Freddie Mercury.

       21 anos sem Freddie Mercury.

   Boa parte dos apaixonados por carros também dividem outra paixão, o rock. Poucas pessoas podem representar tão bem esse estilo musical quanto a banda Queen e seu eterno frontman, Freddie Mercury.   No dia 24 de novembro de 2012, completam-se exatos 21 anos que o mundo perdeu Freddie Mercury, um dos principais cantores de rock do mundo, que morreu em decorrência da AIDS.
Nascido em Zanzibar e tendo como nome de batismo Farrokh Bulsara, o “Frontman” da banda Queen se tornou uma das vozes mais famosas do mundo e ultrapassa barreiras geracionais tendo, ainda hoje, fãs de diferentes idades e estilos. Fato este que fica claro se analisarmos alguns dos famosos que já declararam sua paixão pelo cantor inglês: Axl Rose, Dave Grohl, Mika e The Killers são alguns desses músicos que mostram admirar Freddie Mercury. Além disso, é  interessante citar que a origem do nome artístico de “Lady gaga” vem da música “Radio Ga Ga” e, também, o fato de que Kurt Cobain citou o vocalista inglês em sua nota de suicídio, dizendo: “Quando estou no backstage, as luzes se acendem e o público começa a gritar, isso não me afeta do jeito que afetava Freddie Mercury, que parecia amar, saborear a adoração do público, algo que eu admiro e invejo”.

Curiosidades:
  • Freddie Mercury se formou em design gráfico e artístico, conhecimento que foi aproveitado, já que, além de alguns trabalhos na área, o cantor também criou o famoso emblema da banda.
  •  A Música “Love of my life”, escrita por Freddie, teve como inspiração Mary Austin, com quem ele namorou por aproximadamente 5 anos e manteve um forte laço até o fim de sua vida. Mary herdou boa parte dos bens do cantor e ficou responsável por suas cinzas, que foram espalhadas na margem do lago genebra, na Suiça.
  •  “Love of my life” voltou a ser pauta após ter sido escolhida  pelo primeiro astronauta israelense, Llan Ramon, para tocar enquanto ele estava no espaço, em uma homenagem a sua esposa, Rona. Ramon era tripulante da espaçonave Columbia  que, por acidente, se desintegrou durante a processo de reentrada na atmosfera terrestre, causando não só a morte de Llan, mas também dos outros 6 tripulantes.
  •  Mesmo havendo grandes rumores sobre a doença de Freddie durante anos, o cantor nunca havia feito nenhuma declaração sobre seu estado de saúde. Em 23 de novembro de 1991 o inglês resolveu vir a imprensa e confirmar os boatos sobre sua saúde, e, pouco menos de 24 horas depois, Freddie faleceu em decorrência da doença.

Aerosmith: Boa musica e belos carros.

No último dia 19, a banda Aerosmith lançou o videoclipe da música “What could have been love”, terceiro single do atual e 15º álbum da banda, sendo este o primeiro com músicas inéditas desde 2001. O clipe, que foi dirigido por Marc Klasfeld, correspondeu às expectativas do público. A música se apresenta com uma história agradável, takes clássicos  que trazem Steven Tyler fazendo caras e bocas acompanhadas dos movimentos de mão tão característicos do cantor, além do familiar bom gosto para carros.

No Clipe, o protagonista, a bordo de um Cadillac DeVille, passa por diferentes lugares entregando cartazes de desaparecimento enquanto lembra de seu romance com a garota que deseja reconquistar. O segundo núcleo traz Steven Tyler “afogando as mágoas” no mesmo bar em que a garota está com seu novo namorado, que parece uma versão “mal encarada” do ex, o que explica o protagonista entregar cartazes com sua própria foto. No final do clipe o rapaz encontra a garota, e como conseqüência disso se envolve em uma confusão com o atual namorado da moça.

  • O Carro: Cadillac DeVille, Terceira Geração.

A Marca “Cadillac” é a representante de luxo da General Motors e o complemento “DeVille” acompanha os modelos ainda mais luxuosos. A primeira geração do Cadillac DeVille começou a circular no ano de 1949 e teve sua última fabricação em 1996, por decisão da montadora de  o substituir por um modelo similar, o Fleetwood.

“Creating a higher standart”, este é o slogan que a montadora criou para divulgar a terceira geração do carro, a mesma geração que vemos no clipe do Aerosmith e que, tradicionalmente, vinha acompanhado de motor V8 e modelo automático.

  • Curiosidades:

– O novo clipe do Aerosmith foi dirigido por Marc Klasfeld, que já trabalhou com grandes nomes como: 3 Doors Down, Avenged Sevenfold, Bon Jovi, Foo Fighters, Slipknot, Tom Jones e The Script.

– A música “What could have been love” começou a ser escrita no ano de 2005 por Steven Tyler, que chamou seu amigo e co-escritor, Marti Frederiksen para concluir a música, o que só aconteceu em 2011.

– Marti Frederiksen já trabalhou como co-escritor da banda em outros singles como: Nine Lives, Jaded, Fly away from here, Sunshine, Girls of summer e outros.

A banda liderada por Steven Tyler tem uma história de bom gosto automobilístico. Dentre os clipes que trazem essa característica, os mais populares são Cryin’, Crazy e Girls of Summer.

Cryin´

No ano de 1993 a banda lançou o clipe da música “Cryin” que trazia a jovem Alicia Silverstone a bordo de um Mustang interpretando uma garota que, após ter sido traída pelo namorado, decide se rebelar.

  • O carro: Mustang, Primeira geração.

Entre 1964  – ano de lançamento – e 1973 o sucesso do Mustang inaugurou e produziu uma nova classe de automóveis a qual se deu o nome de “Pony Car”. Após dois anos de seu lançamento o modelo alcançou a marca de um milhão de unidades vendidas, sendo 70% na versão com motor V8 e os 30% restantes com motor 6L.

Algumas das principais mudanças que aconteceram durante a produção da primeira geração foram: o aumento de alguns centímetros na carroceria, o surgimento de traços mais agressivos e esportivos, além de novos opcionais para o motor como, por exemplo, o motor V8 Bigblock. Entretanto, as leis antipoluição levaram a  novas mudanças como diminuição da potência, e fabricação de carros mais leves e econômicos. Isto fez com que surgisse a segunda geração (1974-1978) que, para alguns, perdeu um pouco do encanto dos tão apaixonantes modelos esportivos.

  • Curiosidades:

– No clipe, o namorado de Alicia Silverstone é interpretado pelo ator Stephen Dorf, que tem em sua filmografia nomes como: “Imortais”, “Inimigos Públicos” e “Blade”.

– O que ator que aparece roubando a bolsa de Silverstone é o ator Josh Holloway, famoso por intepretar o Sawyer na série “Lost”.

– A atriz Alicia Silverstone gerou tamanho sucesso entre os fãs da banda que recebeu o título “Garota Aerosmith” e foi convidada para fazer mais dois clipes: “Amazing” e “Crazy”.

– “Pony Car” foi o termo criado pelo Jornalista e editor da revista “Car Life”, no momento do lançamento do Mustang, com a intenção de se referir as características do novo carro, como: elegância, design esportivo, grande desempenho e tamanho compacto. O termo surgiu para se referir ao Mustang, mas logo após seu lançamento outras montadoras começaram a desenvolver concorrentes para a categoria, fazendo com que o termo passasse a se referir a todos os carros que somassem essas características.

Crazy

No primeiro semestre de 1994 a banda lançou o terceiro clipe com Alicia Silverstone, mas desta vez ela não estava sozinha: tinha ao seu lado a atriz, e filha de Steven Tyler, Liv Tyler. O clipe continuava com mesma linha de “Cryin”, pois continha rebeldia, estrada, mulheres e, felizmente, um Mustang.

O carro: Ford Mustang, terceira geração.
Desta vez o carro escolhido foi um Mustang terceira geração (1979-1993), caracterizado por ter uma plataforma que resultava em carros mais compactos e presença de bancos traseiros. A Ford usou essa plataforma por aproximadamente 25 anos e ela também foi usada em outros modelos da montadora, como o Thunderbird e o Mercury Cougar.

Curiosidades:
– O ator Dean Kelly – que interpretou o agricultou que pega carona com as duas meninas – foi preso no ano de 2011, sob acusação de estuprar uma mulher de Nova Orleans. O ator, que no tinha 39 anos na época, foi liberado após pagar a fiança de aproximadamente 59 mil reais.

Girls of Summer

Foi no ano de 2002 que a banda lançou o clipe da música “Girls Of Summer”, que dessa vez trazia três mulheres “curtindo” um dia em South Beach. O clipe dirigido por David Mayers é bem humorado e bastante picante. Dentre todas as cenas, a que provavelmente é a preferida pela maior parte do público masculino é a que mostra a atriz Jaime Pressly interpretando uma garota mal intencionada que, querendo provocar dois rapazes dentro de uma Mercedes-Benz, lambe o emblema do carro e logo após o arranca do carro e guarda em sua bolsa.

O carro: Mercedes-Benz CLK, 2002.
Os modelos “CLK” começaram ser fabricados no ano de 1996. As siglas significam “Coupe Leicht Kurz”, se referindo a um coupé leve e curto, embora, desde o começo, tenha sido disponibilizada no modelo coupé e cabriolet.

Percebe-se, por este breve histórico, que Steven Tyler, Joe Perry e seus parceiros de banda possuem – e sempre possuíram – um ótimo gosto para carros. Gosto esse que faz um belo par com as produções musicais da banda, já que ambos – banda e carros – demonstram superar as barreiras do tempo.

57 anos de morte e imortalidade de James Dean.

O ator James Dean, que teria hoje oitenta e um anos de idade.

Hoje se completa 57 anos da morte de James Dean, o jovem ator que morreu em um acidente de carro no auge de sua carreira e ainda é reconhecido, não só por seu talento como ator, mas por ser considerado um ícone cultural que representa a rebeldia e a angústia jovem. O ator americano tinha 24 anos e trabalhava a apenas 16 meses em Hollywood, mas, ainda que com uma breve vida, marcou a geração dos anos cinquenta e influenciou várias outras, entrando no pequeno hall de artistas que tem tanto espaço e reconhecimento depois de tantos anos de sua morte.

É muito comum que os apaixonados por carros clássicos dividam também a paixão por James Dean. O jovem era conhecido, ainda, por sua paixão pela vida e gosto por velocidade. O eterno “rebelde sem causa” havia recém iniciado sua história em competições automobilísticas quando conseguiu dinheiro suficiente para comprar uma Porsche 356 Speedster. Com ela, o ator obteve bons resultados em competições e decidiu comprar a porsche que viria a se tornar uma das mais famosas da história, a Spyder 550 possuía 4 cilindros de 1.500 cilindradas e 100 cavalos, na cor prateada, foi personalizada por ninguém menos que George Barris (o criador do design do Batmóvel). O carro que recebeu o nome de “Little Bastard”, no dia 30 de Setembro de 1955 deveria ser transportado através de uma plataforma até o local da próxima prova que Dean participaria, em Salinas, na Califórnia. Porém, o ator mudou de idéia e decidiu dirigir o carro para familiarizar-se com ele antes da prova que enfrentaria em seguida, entretanto, antes que chegassem ao seu destino, aconteceu o trágico acidente.

O carro de Dean bateu com um Ford Custom Tudor, que vinha em direção contrária e estava sendo conduzido por Donald Turnupseed. Donald saiu do acidente com ferimentos leves, mas James não teve a mesma sorte, as condições da batida fizeram com que o Porsche sofresse o maior impacto, o que acabou deixando o jovem sem vida antes mesmo de chegar ao hospital. No banco do passageiro do Porsche de Dean, viajava seu amigo e mecânico Rolf Wüthrich, que sobreviveu ao acidente e foi a pessoa que ouviu as ultimas palavras do ator: “ele tem que parar, ele tem que nos ver”.

Até o dia do acidente só havia sido lançado um, dos três filmes que James havia atuado durante seu período em Hollywood. Cerca de um mês após sua morte, começou a ser exibido o filme “Juventude Transviada” que lotava as salas de cinema por todo o mundo e gerava muitas lágrimas e pesar dos fãs. A primeira – e a segunda – indicação póstuma ao Oscar da história, foi para James Dean, pelo filme “Vidas Amargas” e, na sequência, pelo filme “Assim Caminha a Humanidade”.

“Se um homem conseguir vencer as diferenças entre a vida e a morte, se ele conseguir continuar a viver depois da morte, talvez ele tenha sido um grande homem”. Quando Dean disse isso, não imaginava que morreria jovem e influenciaria tantas outras gerações. Os jovens de sua geração foram drasticamente influenciados pelo ator, por sua rebeldia, beleza e energia.

A famosa foto de James Dean ao lado de sua Porsche Spyder 550.

Essa grandiosidade da imagem de James Dean levanta a questão: Por que, quase 60 anos após a sua morte, o ator ainda é tão “vivo” e influencia tantas pessoas?

Um artigo publicado em janeiro deste ano na revista Lumen Et Virtus, de autoria de Andréia Perroni Escudero – docente no curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Anhembi Morumbi – trás uma possível resposta a essa questão:

“Quando o indivíduo é admirado na coletividade por seus atos, pensamentos ou atitudes esse sentimento é amplificado no momento em que a morte ceifa suas possibilidades de convivência com as pessoas. Assim, essa figura pública passa a ser mais respeitada por não estar no mesmo patamar de convívio e seus ideais e memórias são replicados com mais respeito e intensidade do que o seriam antes de sua morte.”

A mesma autora traz a ideia de que James foi um modelo de nova postura para uma juventude que estava em transição e que sua morte trágica, associada ao culto à juventude que era – e ainda é – vivenciado pela cultura de massas, potencializam os efeitos que ele tem sobre a sociedade na década de 50 e ainda nos dias de hoje.

Concluo esse post com uma reflexão de Andréia que consegue responder um dos motivos pelos quais James Dean foi – e ainda é – uma forte influência aos jovens:

“James Dean inaugura e perpetua a era na qual para ser jovem deve-se seguir padrões de moda, de comportamento e de atitude. E nesta era, o objeto de consumo mais almejado não é mais aquilo que diferencia as pessoas pela personalidade e gosto pessoal, mas sim o que as assemelha o que as torna iguais”.